O Sistema Único de Saúde (SUS) ampliou em 44,5% a distribuição do medicamento natalizumabe, indicado para formas agressivas de esclerose múltipla, entre 2019 e 2023. O aumento acompanha a revisão do Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) para a doença, implementada em 2021, que passou a recomendar o uso do natalizumabe como primeira opção para pacientes com esclerose múltipla remitente-recorrente de alta atividade, sem necessidade de falha prévia a outras terapias.
Além do crescimento do natalizumabe, houve aumento na utilização de outras terapias de alta eficácia e redução do uso de medicamentos injetáveis de menor eficácia. O número de pacientes em tratamento pelo SUS cresceu 25,9% no período, indicando maior acesso ao cuidado especializado. A análise considerou mais de 1,7 milhão de registros de distribuição e foi publicada na revista Multiple Sclerosis and Related Disorders.
O estudo mostrou que a atualização do protocolo nacional favoreceu a migração dos pacientes para terapias mais eficazes, com aumento de 82% nas trocas para esses tratamentos e queda de 54% nas trocas entre medicamentos de eficácia semelhante. A velocidade de incorporação dessas terapias variou conforme a concentração de neurologistas e centros especializados em cada estado.
O que isso muda para quem faz marketing médico
Para médicos que atendem pacientes com esclerose múltipla, a ampliação do acesso pelo SUS exige atualização constante sobre as diretrizes e os protocolos terapêuticos vigentes, para orientar corretamente os pacientes sobre as opções disponíveis no sistema público. Na comunicação, é importante informar o público sobre essa ampliação sem prometer resultados ou usar depoimentos, respeitando as normas éticas da publicidade médica.
Agências e profissionais de marketing devem ajustar campanhas e conteúdos para destacar o acesso ampliado a tratamentos de alta eficácia, reforçando a credibilidade do médico como fonte atualizada e alinhada à prática clínica baseada em evidências. É recomendável verificar se o material comunica o benefício do protocolo atualizado, sem sensacionalismo ou autopromoção.
Este conteúdo tem caráter informativo e jornalístico. Ele não substitui a avaliação de um profissional de saúde nem estabelece conduta clínica.


