O mercado informal concentrou 53,8% das doses de medicamentos à base de GLP-1 consumidas no Brasil no primeiro semestre de 2026, superando o mercado formal, que respondeu por 46,2%. O consumo total cresceu 244% em relação ao mesmo período de 2025, segundo atualização de estudo da Scanntech.
As vendas formais também cresceram, com avanço de 67% no primeiro semestre de 2026 ante 2025. A queda da patente e a chegada de novos medicamentos por preços a partir de R$ 452 contribuíram para a expansão do mercado formal, reduzindo a diferença de preço com o informal e potencialmente aumentando a base total de usuários.
Esse cenário indica que o mercado informal, antes minoritário, tornou-se dominante no consumo de GLP-1, tendência que pode se intensificar com a oferta de opções mais acessíveis. A pesquisa da Scanntech ainda revela que 37% dos adultos que nunca usaram canetas emagrecedoras se mostraram mais interessados em iniciar ou retomar o tratamento diante da entrada dessas novas opções.
O que isso muda para quem faz marketing médico
Médicos e agências devem considerar que mais da metade das doses de GLP-1 consumidas estão fora dos canais formais, o que limita o controle sobre a origem e a qualidade dos produtos indicados. Isso exige atenção redobrada na prescrição, priorizando medicamentos com registro e procedência comprovada para evitar riscos clínicos e legais.
Na comunicação médica, a popularização do mercado informal pode gerar dúvidas e desconfianças entre pacientes, exigindo estratégias claras para explicar a importância do uso seguro e regulamentado. Embora a redução de preço dos medicamentos formais facilite o acesso, o crescimento do informal reforça a necessidade de educar o público sobre os riscos de produtos não autorizados.
Este conteúdo tem caráter informativo e jornalístico. Ele não substitui a avaliação de um profissional de saúde nem estabelece conduta clínica.


