Pesquisa do Instituto QualiBest mostra que 69% dos brasileiros têm receio de comprar medicamentos falsificados pela internet, o que impacta diretamente as estratégias de marketing e comunicação de farmácias e clínicas.
Entre os entrevistados, 85% responsabilizam as plataformas digitais pela oferta de remédios falsificados ou sem registro, enquanto 59% temem receber produtos vencidos ou armazenados incorretamente. A maioria dos consumidores (82%) acredita que a venda online de medicamentos deve estar vinculada a farmácias autorizadas, e 71% consideram que remédios não devem ser tratados como mercadorias comuns em plataformas digitais.
Com a revogação recente pela Anvisa das proibições para venda e propaganda de medicamentos em canais como iFood e Mercado Livre, a comercialização online ainda depende de regulamentação específica para garantir segurança, supervisão profissional e controle rigoroso. A Abrafarma destaca que a responsabilidade pela venda e assistência farmacêutica deve permanecer com farmácias licenciadas, assegurando orientação, rastreabilidade e transporte adequados.
O que isso muda para o marketing médico e das farmácias
Médicos e clínicas que se comunicam com pacientes devem considerar o receio do público em relação à compra de medicamentos online. A confiança na assistência profissional é um diferencial importante: 78% dos consumidores afirmam que a presença de farmacêutico aumenta a segurança na compra. Portanto, campanhas e conteúdos devem reforçar a orientação médica e farmacêutica como garantia de qualidade, evitando associar-se a plataformas digitais que não estejam devidamente regulamentadas.
Agências e profissionais de marketing precisam ajustar mensagens para não tratar medicamentos como produtos comuns, ressaltando a importância do controle e da supervisão. Estratégias que envolvam venda ou indicação de canais digitais devem aguardar a regulamentação da Anvisa para evitar riscos reputacionais e legais. Além disso, é recomendável monitorar a percepção do público sobre preços muito abaixo do mercado, que podem gerar desconfiança e prejudicar a imagem da clínica ou farmácia.
Este conteúdo tem caráter informativo e jornalístico. Ele não substitui a avaliação de um profissional de saúde nem estabelece conduta clínica.


