Pesquisa mostra que médicos devem reforçar confiança em vendas digitais de remédios

Pesquisa mostra que médicos devem reforçar confiança em vendas digitais de remédios

Pesquisa de julho de 2026 do Instituto QualiBest encomendada pela Abrafarma aponta que 48% dos consumidores compraram medicamentos pela internet nos últimos 12 meses, superando categorias como suplementos e alimentos para bebês. O estudo revela que a conveniência, como entrega em casa (72%), preços mais baixos (71%) e promoções (67%), impulsiona essa adesão. Porém, a confiança ainda está fortemente associada à farmácia física, vista como referência de segurança e controle na procedência e armazenamento dos produtos.

Apesar da digitalização, marketplaces apresentam participação restrita na venda de medicamentos, especialmente os que exigem receita. Redes de farmácias mantêm protagonismo, reforçando a importância de estratégias omnicanal que preservem atributos da loja física, como credibilidade e orientação profissional. O CEO da Abrafarma ressalta que a responsabilidade pela venda e assistência farmacêutica deve permanecer com estabelecimentos licenciados que garantam supervisão e controle rigoroso.

A segurança é o principal desafio na compra online: 69% dos compradores já tiveram experiências negativas, e preocupações com medicamentos falsificados (69%), vencidos ou mal armazenados (59%) e sem registro na Anvisa (54%) são frequentes. A pesquisa indica que 85% dos consumidores esperam que marketplaces sejam responsabilizados por irregularidades, e 82% defendem que a venda online esteja vinculada a farmácias autorizadas. A presença do farmacêutico aumenta a confiança para 78% dos entrevistados.

O que isso muda para quem faz marketing médico

Médicos que atuam em clínicas e consultórios devem reconhecer que a confiança do paciente na compra de medicamentos online ainda depende fortemente da associação com farmácias autorizadas e do suporte profissional. Para quem faz marketing médico, a recomendação é fortalecer a comunicação que valorize a segurança e a supervisão profissional, evitando qualquer associação direta com marketplaces ou canais digitais que não garantam esses atributos. Campanhas digitais devem destacar a importância da orientação farmacêutica e da procedência dos medicamentos, sem prometer resultados ou expor pacientes.

Agências que atendem médicos precisam orientar seus clientes a não incentivar compras em plataformas sem vínculo com farmácias licenciadas, pois isso pode gerar desconfiança e prejudicar a imagem do profissional. Investir em conteúdos que esclareçam como o paciente pode identificar canais seguros para aquisição de medicamentos ajuda a construir autoridade e fidelizar pacientes, além de alinhar a comunicação com as expectativas reais do público. Essa abordagem contribui para que o médico mantenha o protagonismo na jornada de cuidado, mesmo diante do avanço do digital.


Este conteúdo tem caráter informativo e jornalístico. Ele não substitui a avaliação de um profissional de saúde nem estabelece conduta clínica.

Leia também

Receba as análises antes de todo mundo

Uma seleção do que realmente importa em saúde e inovação, sem release de laboratório e sem alarmismo.

Sem spam. Você cancela quando quiser.