A IA já entrou no seu consultório, e a responsabilidade é sua

Inteligência artificial exige líderes preparados para transformar saúde digital

Um estudo global da Deloitte aponta que governança, privacidade e segurança de dados são as maiores preocupações das organizações de saúde que investem em inteligência artificial, à frente do custo e da tecnologia em si. A discussão costuma ser enquadrada como problema de hospital grande, com diretoria e comitê.

Só que no consultório a IA já entrou, e entrou sem ninguém decidir que entrava: transcrição de consulta, resumo de prontuário, chatbot respondendo paciente no WhatsApp, legenda de post gerada automaticamente. A diferença é que não existe diretoria para responder por isso. O médico é, ao mesmo tempo, quem adota, quem supervisiona e quem responde.

O que isso significa na sua sala

Três perguntas resolvem a maior parte do risco, e nenhuma delas exige consultoria. Que ferramenta de IA hoje tem acesso a dado de paciente seu, e onde esse dado fica hospedado. Quem revisa o que a IA escreveu antes de virar prontuário, receita ou post. E se o paciente sabe que está falando com um robô quando manda mensagem para a clínica.

Dado de paciente é dado pessoal sensível na LGPD, e a base legal para tratá-lo não é a mesma de um cadastro comum de cliente. Ferramenta gratuita que processa transcrição de consulta em servidor de terceiro é o caso mais comum e o menos examinado.

Ação de hoje: liste as ferramentas de IA em uso na clínica, incluindo as que a secretária adotou por conta própria. Na maioria dos consultórios essa lista é maior do que o médico imagina, e é ela que define o tamanho do problema.


Este conteúdo tem caráter informativo e jornalístico. Ele não substitui a avaliação de um profissional de saúde nem estabelece conduta clínica.

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