Erro humano é principal causa de brechas de segurança em saúde, alerta especialista

Erro humano é principal causa de brechas de segurança em saúde, alerta especialista

Apesar dos investimentos em tecnologia, a maior causa de brechas de segurança em organizações de saúde são erros humanos, alerta Robert Siciliano, especialista em cibersegurança e fundador da ProtectNow LLC. Ele destaca que ataques bem-sucedidos exploram a tendência natural das pessoas a confiar, tornando a falha humana o maior risco para a proteção de dados.

O papel da confiança e o risco do comportamento humano

Siciliano explica que o problema não está na inteligência dos funcionários, mas na vulnerabilidade psicológica inerente ao ser humano: a necessidade de confiar. “As pessoas estão biologicamente programadas para confiar umas nas outras”, afirma. Essa confiança é explorada por criminosos por meio de phishing, engenharia social e golpes cada vez mais sofisticados, incluindo o uso de inteligência artificial para clonagem de voz e deepfakes.

Limitações dos treinamentos tradicionais de segurança

Segundo o especialista, os programas tradicionais de conscientização em segurança muitas vezes se limitam a cumprir exigências regulatórias, sem promover mudanças efetivas no comportamento dos funcionários. O treinamento passivo, como vídeos anuais que os colaboradores tentam apenas cumprir, não cria o hábito de verificação ativa e atenção constante às ameaças.

Segurança deve ser pessoal e cultural

Siciliano propõe que a segurança seja encarada como uma questão pessoal para os funcionários, mostrando como proteger a si mesmos e suas famílias também protege a organização. Ele chama isso de “security appreciation”, um conceito que vai além do cumprimento formal e busca engajar os colaboradores em uma cultura de segurança ativa. A liderança tem papel fundamental em promover esse ambiente, movendo-se do cumprimento mecânico para a incorporação da segurança no dia a dia.

O que isso muda para quem faz marketing médico

Para médicos e agências que atuam no marketing médico, a lição principal é que proteger dados de pacientes e da clínica vai muito além de investir em tecnologia. É fundamental criar processos e treinamentos que realmente mudem o comportamento da equipe, tornando-os uma linha de defesa ativa contra ataques. Isso significa:

  • Evitar treinamentos superficiais que apenas cumpram normas, buscando métodos que tornem a segurança relevante e pessoal para os colaboradores;
  • Incluir a equipe em uma cultura de segurança, com liderança engajada e comunicação constante sobre riscos reais;
  • Estar atento às novas formas de ataque, como golpes com inteligência artificial, que podem enganar até mesmo os mais experientes;
  • Garantir que qualquer ação de marketing ou comunicação respeite as normas do Conselho Federal de Medicina, evitando uso de dados sensíveis sem consentimento e mantendo a confidencialidade dos pacientes;
  • Reconhecer que a segurança da informação é um processo contínuo e que a falha humana pode ser minimizada, mas nunca eliminada completamente.

Portanto, para o marketing médico, a recomendação é investir em treinamentos e cultura organizacional que valorizem a segurança de forma prática e constante, alinhando tecnologia com o fator humano, e sempre respeitando as regras éticas e legais vigentes no Brasil.

Sua presenca digital esta dentro das regras do CFM?

Responda o diagnostico gratuito e descubra seu nivel de risco de infracao etica antes que alguem precise apontar isso por voce.

Fazer o diagnostico CFM


Fonte: Why Even Your Smartest Employees Can Screw Up and Trigger a Healthcare Security Breach (Healthcare Success, 24/08/2026)

Imagem: Healthcare Success

Este conteúdo tem caráter informativo e jornalístico. Ele não substitui a avaliação de um profissional de saúde nem estabelece conduta clínica.

Leia também

Receba as análises antes de todo mundo

Uma seleção do que realmente importa em saúde e inovação, sem release de laboratório e sem alarmismo.

Sem spam. Você cancela quando quiser.