36% das mulheres com câncer de mama relatam falta de informações claras sobre exames e tra

36% das mulheres com câncer de mama relatam falta de informações claras sobre exames e tra

Uma em cada três mulheres com câncer de mama (36%) relata falta de informações claras sobre exames e tratamento, segundo pesquisa do Instituto Datafolha patrocinada pela AstraZeneca. O levantamento destaca a importância da comunicação transparente e de qualidade durante toda a jornada da paciente, especialmente após o diagnóstico.

Além disso, 33% das entrevistadas apontaram a necessidade de mais informações sobre exames e tratamentos, evidenciando que a qualidade e a compreensão das informações ainda são desafios para muitas pacientes. A pesquisa ouviu 241 mulheres que iniciaram ou concluíram o tratamento, com margem de erro de 6 pontos percentuais e nível de confiança de 95%.

Importância da informação na jornada da paciente

Para 62% das mulheres, conteúdos claros e de qualidade ajudam a compreender a evolução do câncer e as perspectivas de recuperação. Luciana Holtz, presidente do Instituto Oncoguia, reforça que a informação deve acompanhar a paciente em todas as etapas, permitindo que ela participe ativamente das decisões sobre seu cuidado. Um diálogo aberto com a equipe de saúde e o esclarecimento de dúvidas sobre impactos na rotina são fundamentais.

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Avanços científicos e comunicação personalizada

O câncer de mama é uma doença heterogênea, com diferentes tipos e subtipos que influenciam o tratamento. A pesquisa mostra que 57% das mulheres valorizam entender como essas características impactam as opções terapêuticas. Quase metade (48%) destaca a importância de acessar informações que ajudem a discutir essas opções com o médico.

Danilo Lopes, diretor médico da AstraZeneca, explica que o conhecimento avançou para além dos três grandes subtipos, com a avaliação de biomarcadores específicos de cada tumor. Exames sofisticados, como a biópsia líquida, ganham espaço por serem menos invasivos e auxiliarem na tomada de decisão médica.

O que isso muda para quem faz marketing médico

Para médicos e agências que atuam no marketing médico, a pesquisa reforça a necessidade de investir em comunicação clara, precisa e educativa, que respeite as normas do Conselho Federal de Medicina (CFM). A publicidade médica no Brasil não permite autopromoção com promessas de resultados, sensacionalismo, uso de antes e depois ou depoimentos de pacientes, mas é possível produzir conteúdo informativo que esclareça dúvidas comuns e explique a complexidade do câncer de mama.

Profissionais devem focar em materiais que ajudem as pacientes a entender os exames, os subtipos da doença e as opções de tratamento, sempre com linguagem acessível e baseada em evidências. Isso contribui para a autoridade do médico e para uma agenda mais previsível, pois pacientes bem informadas tendem a se sentir mais seguras e engajadas no acompanhamento.

Agências precisam orientar os médicos sobre os limites éticos da publicidade e sugerir estratégias como a produção de blogs, vídeos explicativos e newsletters, que valorizem o diálogo e o esclarecimento, sem ferir o Código de Ética Médica. A transparência e a educação são diferenciais competitivos no marketing médico, especialmente em áreas complexas como a oncologia.

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Fonte: Uma em cada três mulheres com câncer de mama relata falta de informações claras sobre exames e tratamento (Medicina S/A, 08/10/2026)

Imagem: Medicina S/A

Este conteúdo tem caráter informativo e jornalístico. Ele não substitui a avaliação de um profissional de saúde nem estabelece conduta clínica.

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