Mercado farmacêutico cresce 7,2% em faturamento apesar de queda em volume

Mercado farmacêutico cresce 7,2% em faturamento apesar de queda em volume

O mercado farmacêutico brasileiro registrou em setembro de 2026 um faturamento de R$ 23,6 bilhões, o que representa um crescimento de 7,2% em relação ao mesmo mês do ano anterior, segundo dados da IQVIA. Apesar desse avanço financeiro, o volume total de unidades vendidas no varejo caiu 0,7% na comparação anual, totalizando 742,2 milhões de unidades.

Desempenho por segmento evidencia cenários distintos

Ao detalhar o mercado, os medicamentos apresentaram estabilidade no volume, com 508,6 milhões de unidades comercializadas, praticamente igual ao registrado em setembro de 2025 (-0,1%). O faturamento dessa categoria cresceu 5,5%, alcançando R$ 13,4 bilhões.

Dentro dos medicamentos, os éticos foram os principais responsáveis pela sustentação do volume, com crescimento de 1,2% em unidades vendidas, totalizando 320 milhões. Já os medicamentos populares, que incluem genéricos e similares de balcão, apresentaram queda de 2,2% no volume, somando 188,6 milhões de unidades. Em termos financeiros, os populares tiveram alta de 6,7%, faturando R$ 4,45 bilhões, enquanto os éticos cresceram 5,0%, com R$ 8,96 bilhões em receita.

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Bens de consumo registram retração em volume, mas crescem em receita

O segmento de bens de consumo, que inclui produtos não medicamentosos, apresentou queda de 2,0% no volume de vendas em relação a setembro de 2025, totalizando 422,2 milhões de unidades. Apesar disso, o faturamento cresceu 6,1% em doze meses, chegando a R$ 10,87 bilhões. No entanto, houve retração de 4,4% na receita em relação a agosto.

Fatores que impactam o mercado e recomendações para farmácias

O crescimento do faturamento em meio à queda de volume é influenciado por mudanças no mix de vendas, como a maior participação de medicamentos com preço unitário elevado, exemplificados pelos GLP-1. Segundo César Bentim, conselheiro consultivo da Riverdata, esse cenário exige atenção detalhada em cada categoria para ajustar sortimento, estoques e ações comerciais.

Além disso, pressões macroeconômicas, como inflação e juros elevados, podem restringir o orçamento dos consumidores, impactando suas escolhas. Para as farmácias, isso também significa aumento no custo do capital de giro e no financiamento de estoques, reforçando a importância do equilíbrio entre disponibilidade, giro e rentabilidade.

O que isso muda para quem faz marketing médico

Para médicos e profissionais de marketing que atuam no setor de saúde, entender essa dinâmica é fundamental para planejar estratégias comerciais e de comunicação. A valorização dos medicamentos éticos em volume e receita indica que a divulgação focada em especialidades e tratamentos com maior valor agregado pode ser mais eficaz para gerar autoridade e consultas qualificadas.

Por outro lado, a retração dos medicamentos populares em volume, apesar do crescimento em faturamento, mostra que o consumidor está mais seletivo, o que exige campanhas que valorizem a confiança e o custo-benefício, sempre respeitando as normas do Conselho Federal de Medicina (CFM). É proibido fazer autopromoção com promessas de resultados, uso de antes e depois ou depoimentos de pacientes.

Além disso, a queda no volume de bens de consumo sugere que clínicas e farmácias devem revisar seu mix de produtos e serviços, priorizando aqueles que oferecem maior rentabilidade e aderência do público. A análise constante do comportamento do consumidor e a adaptação rápida são essenciais para manter a agenda previsível e a autoridade médica sem infringir as regras éticas.

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Fonte: Mercado farmacêutico perde volume em setembro, mas fatura 7,2% mais (Panorama Farmaceutico, 11/10/2026)

Imagem: Panorama Farmaceutico

Este conteúdo tem caráter informativo e jornalístico. Ele não substitui a avaliação de um profissional de saúde nem estabelece conduta clínica.

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