Este guia apresenta, de forma clara e prática, como psicólogos devem divulgar seus serviços online conforme as orientações do Conselho Federal de Psicologia (CFP). Com base no artigo 20 do Código de Ética Profissional do Psicólogo e nas resoluções aplicáveis, você entenderá o que é permitido, o que deve ser evitado e como estruturar sua presença digital com segurança ética e profissional. Ideal para psicólogos, gestores e clínicas que buscam alinhar marketing digital à regulamentação vigente.
Identificação obrigatória e informações essenciais
Ao divulgar seus serviços online — seja em site, redes sociais ou plataformas digitais — o psicólogo deve sempre informar seu nome completo, o título profissional (psicóloga ou psicólogo), o número de registro no CRP e a sigla do Regional correspondente. Essa exigência está prevista no artigo 20 do Código de Ética Profissional do Psicólogo e reforçada pela Resolução CFP 03/2007 (art. 53) (transparencia.cfp.org.br).
Por exemplo, em um perfil profissional no Instagram ou em um site institucional, a identificação deve aparecer de forma clara, como “Psicóloga Maria Silva – CRP‑12/12345”. Isso garante transparência e facilita a fiscalização.
Em caso de pessoa jurídica, a divulgação deve incluir o número de inscrição da empresa no CRP, conforme o artigo 41 da Resolução CFP 03/2007 (transparencia.cfp.org.br).
Limitações comuns incluem abreviações de nome ou omissão de sobrenome, o que pode gerar confusão ou infração ética. Portanto, mantenha sempre a identificação completa e correta.
Técnicas e qualificações permitidas
Na divulgação, só podem ser mencionadas habilitações, técnicas e recursos que estejam reconhecidos ou regulamentados pela profissão de psicólogo. O artigo 20, inciso c, do Código de Ética estabelece essa limitação (transparencia.cfp.org.br).
Isso significa que não se pode divulgar técnicas não fundamentadas cientificamente ou não regulamentadas. Por exemplo, um psicólogo pode informar que atua com terapia cognitivo-comportamental, se possuir formação reconhecida, mas não pode promover métodos alternativos sem respaldo profissional.
Evite também títulos que não possua — como “especialista em cura energética” —, pois isso configura infração ética. A publicidade deve ser fiel às qualificações reais.
Em clínicas, ao descrever serviços no site, especifique apenas os métodos reconhecidos e, se possível, cite formações ou certificações válidas, sem exageros.
Transforme a leitura em um plano de ação.
MATERIAL GRATUITO
Plano de Marketing da Clínica
Organize público, proposta, objetivo, canais e responsáveis em uma página.
O que é vedado na publicidade
O Código de Ética (art. 20) proíbe o uso do preço como forma de propaganda, previsões taxativas de resultados, autopromoção em detrimento de outros profissionais e divulgação sensacionalista (transparencia.cfp.org.br).
Por exemplo, não se deve anunciar “sessões por R$ 100” como chamariz, nem prometer “cura em 5 sessões”. Também é vedado comparar-se negativamente a outros psicólogos ou usar linguagem alarmista.
Em perfis digitais, evite frases como “sou o melhor psicólogo da cidade” ou “garantia de resultados”. Essas práticas violam a ética e podem gerar sanções.
Em clínicas, treinamentos de equipe devem incluir orientações para evitar linguagem sensacionalista em posts ou anúncios, mantendo sempre o foco informativo e ético.
Redes sociais e perfil profissional
Ao usar redes sociais, recomenda-se criar um perfil profissional separado do pessoal, para manter clareza entre conteúdo pessoal e profissional (transparencia.cfp.org.br).
Esse perfil deve seguir as mesmas regras de identificação e conteúdo ético: nome completo, CRP, técnicas reconhecidas, sem autopromoção ou sensacionalismo.
Se utilizar plataformas coletivas de atendimento, é responsabilidade do psicólogo verificar se as divulgações ali feitas estão em conformidade com as normas, mesmo que elaboradas por terceiros (transparencia.cfp.org.br).
Por exemplo, se sua clínica usa um perfil coletivo no Instagram, cada post deve ser revisado para garantir que não contenha promessas ou linguagem inadequada.
Pessoa jurídica e divulgação institucional
Quando a divulgação é feita por pessoa jurídica (clínica ou consultório registrado), deve-se incluir o número de inscrição da empresa no CRP, conforme Resolução CFP 03/2007, art. 41 (transparencia.cfp.org.br).
Além disso, o responsável técnico deve acompanhar e validar todo material publicitário, garantindo que esteja conforme as normas éticas.
Por exemplo, um site institucional da clínica deve exibir claramente: “Clínica ABC – CRP‑12‑PJ/6789”, e os conteúdos devem ser revisados antes da publicação.
Evite usar nome fantasia sem registro formal, pois isso pode induzir o público a erro sobre a natureza jurídica da atividade (transparencia.cfp.org.br).
Plano de ação para sua clínica
- Revisar todos os perfis digitais (site, redes sociais) para garantir nome completo, título, CRP e regional visíveis, e corrigir onde faltar.
- Verificar cada técnica ou recurso divulgado, confirmando que esteja regulamentado, e remover menções não reconhecidas.
- Eliminar qualquer menção a preços, promessas de resultados ou comparações com outros profissionais em materiais online.
- Criar perfil profissional separado nas redes sociais, com revisão ética pré-publicação de cada post.
- Se atuar como pessoa jurídica, incluir o CRP‑PJ e implementar processo de validação ética para todo conteúdo institucional.
FAQ e próximos passos
Posso divulgar valores de sessões como referência?
Não. O Código de Ética proíbe o uso do preço como forma de propaganda. Você pode informar que os valores são combinados diretamente com o cliente, sem expor valores públicos.
Posso mencionar resultados alcançados por clientes?
Não. Previsões de resultados são vedadas. Você pode descrever o tipo de abordagem ou objetivo geral, mas sem prometer resultados específicos.
Como garantir que meu conteúdo digital esteja em conformidade?
Crie um checklist para revisão antes da publicação: identificação correta, técnicas reconhecidas, ausência de preços ou promessas, linguagem neutra. Em caso de dúvida, consulte o CRP local ou a Nota Técnica pertinente.
Próximo passo: revise seus perfis e materiais digitais com base neste guia, atualize o que estiver fora das normas e treine sua equipe para manter a conformidade contínua.
Conteúdo da Redação Doctor Creator, conforme nossa política editorial. Capa ilustrativa produzida com IA.


